A servidão predial é um direito real que impõe limitações a um imóvel (chamado prédio serviente) em benefício de outro imóvel (o prédio dominante).
Esta limitação pode ser determinada por contrato, uso prolongado (usucapião) ou até mesmo por imposição legal.
O caso mais frequente de servidão é a servidão de passagem, que ocorre quando um terreno não tem acesso direto à via pública e precisa atravessar uma propriedade vizinha para garantir circulação.
Outras servidões incluem (eventualmente, para surpresas de muitos):
- Servidão de vistas, que impede o dono de um imóvel de construir algo que bloqueie a vista de um prédio vizinho.
- Servidão de aqueduto, que permite a passagem de canalizações de água ou esgoto por um terreno particular.
- Servidão de iluminação e ventilação, garantindo que um prédio vizinho não possa bloquear a luz natural ou ventilação de um outro imóvel.
Ter um imóvel com uma servidão pode afetar diretamente a valorização e usabilidade do bem, pois limita as decisões que o proprietário pode tomar sobre a propriedade.
No caso de uma servidão de passagem, por exemplo, o dono do prédio serviente não pode impedir a circulação no caminho estipulado, o que pode restringir futuras construções ou afetar a privacidade do imóvel.
Por outro lado, ser beneficiário de uma servidão pode aumentar o valor de um imóvel, especialmente quando proporciona acessibilidade essencial, como no caso de um terreno que, sem a servidão, ficaria isolado.
As servidões podem ser removidas por acordo entre as partes, compensação financeira ou por decisão judicial. No entanto, no caso das servidões legais, como as de passagem para terrenos sem acesso à via pública, a sua revogação pode ser mais complexa.
Antes de comprar um imóvel, é essencial verificar a existência de servidões no registo predial, pois podem afetar planos futuros de construção ou venda.
Algumas servidões podem gerar conflitos entre vizinhos, sendo recomendável formalizá-las devidamente.



